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quinta-feira, 11 de julho de 2013

Alternativas de mobilidade urbana utilizadas em grandes cidades do mundo


Para encerrar o ciclo de postagens coletivas no blog, o grupo responsável pelo tema “Crise no Transporte” abordará, com base em duas reportagens exibidas pelo jornal das 10, do canal Globo News, alternativas encontradas nas grandes cidades do mundo para solução do problema com transportes.

A primeira reportagem fala sobre a falta de projetos em mobilidade urbana no Brasil. Nos últimos anos foram destinados 6,8 bilhões de reais à mobilidade urbana, porém, estados e municípios utilizaram apenas 19% deste valor.

Podemos observar que, na verdade o que falta é um planejamento adequado desses recursos e projetos que realmente saiam do papel.Atualmente, diversas obras estão sendo executadas, porém o motivo é a realização de eventos esportivos, ao invés de ser a necessidade da população, visto que poderiam ter sido realizados antes, e evitado transtornos à população nos últimos anos.

Conforme comentário de um especialista, a falta de mobilidade urbana nas grandes cidades do país ocorre porque estas cresceram de forma desordenada, isto é, a falta de planejamento urbano foi quem acarretou estes problemas. Faltam projetos para melhoria da mobilidade urbana

A segunda reportagem fala sobre os projetos implementados nos Estados Unidos e Europa, como o compartilhamento de carros. O grande exemplo é Berlin, que conta com um sistema de transporte invejável. A indústria automobilística é campeã em exportações, porém internamente a comercialização de carros vem diminuindo ano após ano.

Percebe-se que os carros já não são mais objetos de desejo das novas gerações, pois elas se preocupam com a preservação do meio ambiente e têm ciência dos prejuízos trazidos pela utilização de carros.Nessas cidades os moradores se sentem na obrigação de utilizar a bicicleta como meio de transporte, principalmente para não prejudicar o meio ambiente.

Em Berlin 7 a cada 10 pessoas se locomovem através de duas rodas, além da utilização de metrôs, trens de superfície e ônibus.Podemos perceber que no Brasil o problema não está somente na falta de projetos e investimentos do governo.

Precisa-se reeducar a população para utilização de meios de transporte coletivos ou bicicletas. Compartilhamento de carros como alternativa de mobilidade urbana

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Exemplos para uma Florianópolis melhor

Se Florianópolis quiser manter a imagem de cidade com qualidade de vida para atrair cada vez mais turistas, precisa investir em alternativas de transporte sustentável, com estrutura para bicicletas, locomoção a pé e transporte público de qualidade.
O alerta foi dado no Fórum Internacional sobre Mobilidade Urbana, que começou ontem, na Capital. O diretor executivo da ONG canadense 8-80 cities, Guillermo Peñalosa, aponta que Florianópolis enfrenta congestionamentos por priorizar o uso do automóvel. Ele, que foi um dos responsáveis pela reurbanização de Bogotá (Colômbia), reconhece que o discurso da mobilidade sustentável já é explorado em Florianópolis, mas é preciso partir para a prática. Peñalosa apontou exemplos de agilidade:
– A decisão de fechar o largo da Times Square para carros e deixar exclusivamente para pedestres levou apenas 30 dias. Também foi em um mês que Chicago construiu a primeira ciclovia. A mudança não é um problema financeiro, mas técnico e político – observa Peñalosa.
O especialista acredita que Florianópolis poderia ser exemplo internacional de qualidade de vida se houvesse investimento na humanização.
– Não é justo construir uma avenida (Beira-Mar Norte) de 12 faixas de frente para o mar. Deveria ter no máximo oito e o restante ser um calçadão e parques para pedestres e bicicletas, além de uma canaleta para ônibus. Isso é que vai atrair o turista.
O diretor da ONG holandesa International Bicycle Consultancy (Consultoria Internacional de Bicicleta), Ton Daggers, afirma que investir mais em ciclovias e transporte coletivo traz vantagens para uma cidade que conta com 60% do território de áreas de proteção permanente (APP). Isso porque as construções não precisariam de tantas vagas de garagens.
– Nos últimos 10 anos, aumentou o número de carros, houve pouco aumento de ciclovias e nenhuma melhoria em transporte de massa. É preciso definir como vão querer manter a bela imagem de Floripa no mundo.
Em recente viagem minha a cidade de Hannover, na Alemanha, pude notar a diferença de uma típica cidade de primeiro mundo! Aqui as pessoas andam muito de bicicleta, pois existe ciclovias em toda parte e ficam na calçada, não no meio da rua junto aos carros. Isso facilita a vida das pessoas que escolhem este meio para ir trabalhar, levar seu filhos na creche, fazer exercícios e muito mais. 
Além disso a cidade conta com um metro de superfície, que funciona perfeitamente, é limpo, conservado e muitas pessoas o utilizam. Tendo com base o que presenciei aqui acredito que se Florianópolis contasse com alternativas extras como estas, seríamos uma cidade de primeiro mundo, já que contamos com a exuberância da natureza de graça, o que falta é esse investimento em infra-estrutura nos transportes.
Espero que este dia não demore a chegar pois ainda quero disfrutar de todas essas alternatvas na ilha da magia, que até o presente momento vejo que tem muita magia pra pouca ilha!
(DC, 04/04/2013)

Por Luan Fronza Bonsenhor

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Bicicletas, uma forma de locomoção sustentável

Um problema encontrado em grande parte das cidades e capitais do país é a falta de ciclovias. Enquanto estas deveriam ser implementadas, pelo fato de possuírem melhores condições de mobilidade, sustentabilidade e benefícios à saúde, são menosprezadas e colocadas em segundo plano pelos governos.

Com certeza a implementação de ciclovias traria ao país redução de gastos como em saúde, visto que os maiores problemas são causados pelo sedentarismo, em preservação do meio ambiente e nos investimentos cada vez mais elevados em estradas.

Vivemos em uma cidade onde a locomoção se tornou um problema, que vem aumentando cada vez mais e trazendo prejuizos a sociedade e a natureza, principalmente. 
 
Diariamente nos deparamos com filas quilométricas de carros, quando estes poderiam e deveriam ser substituidos por bicicletas e onibus coletivos.

Porém os problemas não param por aí. As maioria das pessoas tem consciência dos danos causados pelo sedentarismo e poluição do meio ambiente, mas a falta de segurança e estrutura adequada faz com que muitos se sintam inseguros em sair de casa com este meio de transporte. Vemos e presenciamos diariamente casos de pessoas que perdem partes do corpo e até mesmo a vida por causa da falta de respeito dos que passam de carro e ônibus.

A solução mais viável para esse problema seria a construção de ciclovias em toda a cidade, trazendo qualidade de vida a todos. Enquanto nossos representantes não investem em projetos para construção de ciclovias e melhoramentos no transporte nos resta ir às ruas e lutar pelos nossos direitos com paciatas e manifestações, como vem lutando há alguns anos os moradores da Lagoa da Conceição e bairros vizinhos. O projeto enfim será iniciado no próximo dia 29 de junho.

Abaixo temos um mapa das ciclovias e ciclofaixas de Florianópolis, bem como as que estão em processo de construção ou elaboração do projeto.


As vias existentes

Ciclovia da Acadepol Bairro - Canasvieiras/Acadepol
Extensão - 400 metros
Quem construiu - Desconhecido
Situação - É segregada, porém curta.

Ciclovia de Jurerê Internacional Bairro - Jurerê Internacional
Extensão - 1.900 metros
Quem construiu - Construtora Habitasul
Situação - A ciclovia está em bom estado de conservação. Vai da Rua Dourados até a Rua das Raias.

Ciclovia da Vargem Grande Bairro - Vargem Grande
Extensão - 500 metros
Quem construiu - Prefeitura de Florianópolis
Situação - Fica próxima a subestação da Celesc Ilha/Norte. Está bem esburacada e é considerada curta.

Ciclovia da Beira-Mar Norte Bairro - Beira-Mar Norte
Extensão - 9.400 metros
Quem construiu - Governo do Estado
Situação - Contígua à rua, é a maior da cidade.Conta com iluminação em led, que consumo 50% menos energia que as lâmpadas a vapor metálico, anteriormente utilizadas. Está entre as que têm melhor infraestrutura da cidade.

Ciclovia da Udesc Bairro - Itacorubi
Extensão - 700 metros
Quem construiu - Prefeitura de Florianópolis
Situação - É considerada curta e com poucos acessos.

Ciclovia da Avenida da Saudade Bairro - Itacorubi
Extensão - 1.000 metros
Quem construiu - Governo do Estado
Situação - Em estado regular.

Ciclovia da Celesc Bairro - Itacorubi
Extensão - 640 metros
Quem construiu - Celesc, como medida de compensação por obras no município
Situação - É nova e está em bom estado de conservação. Conecta as ciclovias da Udesc e Avenida da Saudade.

Ciclovia Beira-Mar Continental Bairro - Beira-Mar Continental
Extensão - 1.700 metros
Quem construiu - Governo do Estado
Situação - É uma das mais novas vias ciclísticas de Florianópolis.

Ciclovia da Avenida Beira-Mar Sul Bairro - Via Expressa Sul, entre Saco dos Limões e Costeira do Pirajubaé
Extensão - 4.430 metros
Quem construiu - Governo do Estado
Situação - Bem conservada, tem poucos acessos.

Ciclofaixa da Cachoeira do Bom Jesus Bairro - Cachoeira do Bom Jesus
Extensão - 2.750 metros
Quem construiu - Prefeitura de Florianópolis
Situação - Contígua à rua e está em bom estado. Inclusive, com placas de sinalização para ciclista.

Ciclofaixa de Canasvieiras Bairro - Canasvieiras
Extensão - 730 metros
Quem construiu - Prefeitura de Florianópolis
Situação - É contígua à rua e bem utilizada pelos moradores locais para percursos curtos, como ir ao mercado.

Ciclofaixa dos Ingleses Bairro - Ingleses
Extensão - 2.050 metros
Quem construiu - Prefeitura de Florianópolis
Situação - A ciclofaixa fica sobre a calçada e está mal sinalizada, fazendo com que os pedestres ao invés de preferirem utilizem a via ciclística como passeio. Os carros costumam atravessar para acessar os estacionamentos do comércio.

Ciclofaixa da Agronômica Bairro - Agronômica
Extensão - 1.600 metros
Quem construiu - Prefeitura de Florianópolis
Situação - É bem localizada, mas requer cuidados, pois frequentemente motoristas utilizam para ultrapassagem e parar o carro.

Ciclofaixa Hercílio Luz Bairro - Centro
Extensão - 1.400 metros
Quem construiu - Prefeitura de Florianópolis
Situação - Sobre a calçada, é considerada em bom estado de conservação.

Ciclofaixa do Fazenda do Rio Tavares Bairro - Fazenda do Rio Tavares
Extensão - 1.030 metros
Quem construiu - Prefeitura de Florianópolis
Situação - Contíngua à rua. Um dos problemas é que conta com postes no meio da via e estreita quando na finalização ao norte.

Ciclofaixa da Pequeno Príncipe Bairro - Campeche
Extensão - 2.800 metros
Quem construiu - Prefeitura de Florianópolis
Situação - Atende aos ciclísticas do bairro, pois não tem conexões. É utilizada, inclusive, por moradores que seguem até o Terminal de Integração do Rio Tavares. A pista é considerada de boa qualidade.

Via Sinalizada da Estrada Nova da Tapera Bairro - Tapera
Extensão - 3.800 metros
Quem construiu - Governo do Estado
Situação - Fica no acostamento da rodovia.

Ciclofaixa da SC -401 Bairro - Canasvieiras, Jurerê e Vargem Pequena
Extensão - 6.600 metros
Quem construiu - Governo do Estado
Situação - É nova e está em boas condições. Um ponto perigoso é na Vargem Pequena, onde a ciclofaixa segue por cima do elevado, fazendo com que o ciclista tenha que cruzar a pista para retomar a via ciclísticas na marginal.

Em construção

Ciclofaixa do Ribeirão da Ilha Bairro - Ribeirão da Ilha. Entre os trevos do Erasmo e da Tapera
Extensão - 4.700 metros
Quem construiu - Prefeitura de Florianópolis
Situação - A ciclofaixa fica sobre a calçada da rodovia Baldicero Filomeno. A comunidade reivindica a continuidade até a Caieira da Barra do Sul e constrói, com apoio do Instituto de Planejamento Urbano (Ipuf), uma proposta de ampliação.

Ciclofaixa da Bocaiúva Bairro - Centro
Extensão - 1.600 metros
Quem construiu - Prefeitura de Florianópolis
Situação - A parte que está pronta não conta com conexões com a ciclofaixa da Agronômica. É comum carros estacionarem ou fazerem ultrapassagem pela via ciclística.

Ciclovia da Rodovia João Gualberto Soares Bairro - Ingleses do Rio Vermelho
Extensão - 2.170 metros
Quem construiu - Prefeitura de Florianópolis
Situação - Ainda não há sinalização, fazendo com que a via ciclística acabe sendo utilizada também por pedestres e até carros.

Projetos

Ciclovia do acesso ao novo terminal do Aeroporto Hercílio Luz
Bairro - Entre Carianos e Tapera
Extensão - 8.730 metros
Quem deve construir - Governo do Estado
Situação - Pelo projeto, o novo acesso ao terminal contará com uma ciclovia de 2,8 metros de largura. A licitação da obra teve os envelopes abertos em agosto de 2012, e o prazo de execução é de dois anos a partir da ordem de serviço. Mas a tramitação foi suspensa, de forma cautelar, pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), que apontou seis irregularidades no edital.

Via ciclística na BR-282 (Via Expressa) Bairro - Capoeiras e Coqueiros
Extensão - rodovia que liga São José a Capital tem 5.500 metros, sendo 4.200 em Florianópolis
Quem deve construir - Governo Federal
Situação - Conforme o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), o projeto executivo, que está sendo elaborado para ampliação da rodovia, deve prever alternativa de ciclovias ou ciclofaixas. Após a conclusão do estudo, o órgão avaliará custo e viabilidade da obra.

Ciclofaixa da SC-405 Bairro - Rio Tavares
Extensão - 2.500 metros
Quem deve construir - Governo do Estado
Situação - O edital para a obra foi lançado em outubro de 2012 e a promessa era começar a obra após a temporada de verão. Apesar da comunidade ter exigido ciclovia, o governo optou pela ciclofaixa, nos moldes da que existe na SC-401.

Ciclofaixa da SC-403 Bairro - Ingleses, Vargem Grande, Vargem do Bom Jesus
Extensão - 5.000 metros
Quem deve construir - Governo do Estado
Situação - A empresa Sotepa Engenharia realiza o projeto de ampliação da rodovia, que inclui a via ciclística, e deve ser entregue até o final deste ano. Depois disso, ainda precisa licitar a execução da obra.

Ciclovia universitária Bairros - Trindade, Carvoeira, Pantanal, Córrego Grande
Extensão - 8.000 metros
Quem deve construir - Governo Federal
Situação - o projeto prevê a construção de uma ciclovia dentro do campus, interligada com os bairros que circundam a universidade. Precisa ainda definir a busca de recursos.

Ciclofaixa da Rua Deputado Edu Vieira Bairro - Pantanal
Extensão - 1.900 metros
Quem deve construir - Prefeitura de Florianópolis
Situação - prevê a implantação junta a duplicação da rua. A proposta está sob a análise da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) que requer alterações no projeto antes de conceder a cessão de um terreno do campus necessários para a ampliação da via à prefeitura.

Ciclovia da Osni Ortiga Bairro - Lagoa da Conceição e Canto da Lagoa
Extensão - 2.700 metros
Quem deve construir - Prefeitura de Florianópolis
Situação - Parte da intercessão da Avenida Rendeiras e vai até bifurcação do Canto da Lagoa. Foi concedida a ordem de serviço no primeiro semestre de 2012, mas a licença ambiental da Fatma foi liberada só em outubro do mesmo ano. O Projeto foi apresentado a comunidade em 29 de junho de 2013.

Fonte: Diário Catarinense


quarta-feira, 26 de junho de 2013

O transporte coletivo em Florianópolis e as altas tarifas

Atualmente, não somente o Município de Florianópolis, mas também a maioria das capitais do país sofrem com as altas tarifas cobradas pelo transporte coletivo. Muitas dessas capitais possuem mais de um transporte coletivo, como metrôs, bondinho e etc, enquanto Florianópolis possui somente os ônibus.

Vários projetos estão sendo analisados em conjunto com as prefeituras dos municipios vizinhos, mas nenhum destes entrou em fase de execução ainda. Porém, algo inovador e com menos riscos de poluição está sendo implementado na Capital Catarinense. É o modelo de ônibus Mega BRT, que comporta um número maior de passageiros, além de serem configurados para rápido embarque e desembarque e contarem com equipamentos modernos de acessibilidade. O computador de bordo, por exemplo, permite gerenciamento em tempo real das principais funções, indicando eventuais problemas.

Além disso o modelo Mega BRT da Neobus conta com diferenciais em relação aos antigos ônibus articulados. Os veículos possuem maior comprimento - 21 metros contra 18 metros - e interiormente também proporcionam mais espaço para os passageiros, oferecendo altura interna de 2,20 metros e largura total de 2,60 metros. O projeto Mega BRT foi agraciado em 2012 com o Prêmio IDEA/Brasil na categoria Prata/Transporte.

Este tipo de investimento mostar que o ônibus é sim um meio de transporte moderno, que se atualizou para atender aos novos desafios, como demandas cada vez maiores e sistemas cada vez mais exigentes.

Atualmente as empresas responsáveis pelo transporte coletivo da Grande Florianópolis, têm investido na compra deste modelo.


MENOS POLUIÇÃO

Com a entrada deste novo modelo de ônibus, a média da idade da frota cai bastante, porém o ganho maior será em relação à preservação do meio ambiente.
Como os ônibus são mais novos, possuem motores eletrônicos e alguns são movidos totalmente a biocombustível, a entrada destes ônibus no sistema vai representa milhares de toneladas de poluentes A MENOS jogadas no ar. Assim, investir em ônibus é uma solução ágil e urgente para combater a poluição. Afinal, quem sofre de problema respiratório talvez não tenha tempo e saúde de esperar a implantação de um sistema que demande anos e muitos recursos.

Basta que ele tenha prioridade no espaço urbano, com corredores de ônibus exclusivos, tipo BRT (Bus Rapid Transt), que ocupam bem menos espaço urbano que qualquer outro modal e aproveitam melhor a cidade, servindo mais pessoas. Se no lugar fossem construídas pistas para carros, logo ficariam congestionadas e em nada resolveriam os problemas de trânsito.

O melhor aproveitamento do espaço urbano com o uso de transportes coletivos se dá por questões lógicas. Enquanto para transportar 80 pessoas um ônibus ocupa em torno de 13 metros de comprimento na via, para o mesmo número de pessoas, levando em consideração que um carro leva em média duas pessoas e mede cerca de 4,89 metros, quarenta carros que levariam as mesmas 80 pessoas do ônibus, ocupariam 195,6 metros.
Isso sem contar que são menos 40 escapamentos nas ruas, o que ajuda no combate da poluição do ar, que faz milhares de vítimas todos os anos nas médias e grandes cidades.
Com a instalação de corredores, os ônibus podem aproveitar mais ainda o espaço urbano. Isso porque os veículos podem ser maiores e proporcionalmente ocupando menos viaS, transportar ainda mais pessoas. Estes veículos, por não ficarem no para e anda nos congestionamentos, podem fazer mais viagens no lugar de outros ônibus convencionais e terem um desempenho melhor, contribuindo ainda mais para reduzir a poluição.

Hoje o ônibus está bem menos poluidor que no passado, dependendo do modelo, o conforto é bem maior que alguns anos atrás, a capacidade de transportes aumentou, com veículos mais espaçosos internamente e o design também foi inovado. Tanto é que alguns modelos receberam até prêmios internacionais de design. Isso porque, cada vez mais o poder público, empresas e a população estão cientes de que o ônibus faz parte do ambiente urbano. Assim, um ônibus feio, mal conservado, com linhas ultrapassadas dá um impacto negativo na cidade, como o impacto é positivo se o ônibus for de um desenho que remete modernidade, além de o veículo ter de ser limpo e bem conservado.

Desde março de 2011, a cidade de Curitiba, no Paraná, que é referência mundial de transportes por ônibus, vem renovando a frota dentro deste conceito: corredores revitalizados e veículos modernos, tanto em relação a design, conforto, segurança e respeito ao meio ambiente.

O modelo escolhido para esta renovação, foi o Neobus Mega BRT. O ônibus acompanha os mais novos conceitos de estética. A frente com desenho que forma uma caída do teto ao pára-choque remete modernidade, o que segundo a Neobus, também atrai novos passageiros ao perceberem as mudanças e que o ônibus evoluiu. A lataria é limpa, com menos frisos, dando a sensação de limpeza estética.

O modelo recebeu o prêmio IDEA International Design Excellence Awards, edição Brasil 2011, um dos mais respeitados do mundo em relação a design. Mas não é só na aparência que o ônibus traz inovações. O motorista fica posicionado de forma a facilitar sua visibilidade, o que aumenta a segurança dos passageiros e a facilita o trabalho do profissional. O veículo possui sistemas computadorizados que auxiliam na operação e no monitoramento do ônibus. Um computador de bordo pode indicar em tempo real dados como inclinação correta ou não da carroceria e eventuais problemas que podem ser corrigidos na hora ou prevenidos. Isso é importante na rotina cada vez mais corrida dos transportes, quando os ônibus e as pessoas não podem parar e perder tempo com quebras e defeitos mecânicos.

Os bancos são ergonômicos, oferecendo mais conforto, o espaço entre eles é maior também, além de o veículo ter acessibilidade (no caso de Curitiba, embarque no nível da plataforma da estação), espaço para cadeira de rodas, cão guia, sinais de parada específicos para pessoas com deficiência e que avisam ao motorista que uma pessoa que merece atenção especial vai descer no próximo ponto, balaústres em relevo para pessoas com limitações visuais entre outras características.


Fontes:

terça-feira, 4 de junho de 2013

Mobilidade urbana, questão de coletividade

A qualidade de vida, o bem-estar das pessoas e o trânsito nas cidades dependerão do pensamento coletivo. Esse parece um tema recorrente, mas infelizmente tem ficado despercebido. A cada minuto o trânsito, a qualidade de vida e a poluição pioram nas cidades brasileiras e pouco tem sido efetivamente feito para interromper esse processo. Medidas e ações paliativas são tomadas para melhorar a mobilidade e o fluxo dos veículos, como o aumento do número de faixas ou o alargamento das ruas e avenidas. Porém, muitas acabam tendo efeito oposto e tornam o trânsito ainda mais difícil, aumentando o estresse, o prejuízo para a economia do País e para o meio ambiente.
Claro que o tema não pode ser tratado de maneira igual para cada cidade, pois a realidade das metrópoles é diferente em municípios menores. Mas o que precisa ser comum é o pensamento coletivo, o foco no bem de todos. Não será somente o maior uso do ônibus e do transporte coletivo que resolverá o problema da mobilidade urbana. Também não bastam somente a implantação de novas tecnologias limpas ou mesmo legislações restritivas. Todas têm o mesmo objetivo, mas se colocadas em prática de maneira isolada e não integradas, não surtirão o efeito positivo e necessário que buscamos no curto, médio e longo prazos.
Consciência, bom senso, cidadania e um monte de outras características altruístas serão necessários para que consigamos, de fato, evoluir no tema e transformar o cenário brasileiro e mundial. Afinal, “que mundo desejamos para os nossos filhos?”.
Cerca de três milhões de veículos novos passam a circular somente nas ruas brasileiras a cada ano (no mundo são 80 milhões). Um milhão de motocicletas disputam o exíguo espaço em uma competição injusta e desigual que vai do pedestre ao ônibus biarticulado, passando por bicicletas, automóveis, caminhões e uma série de outros meios de deslocamento, como carroças ou carrinhos puxados por pessoas. Logo ali ao lado, embaixo ou em cima, trens e afins também circulam permeando cada centímetro, quadrado e cúbico. Como definir prioridades? Como estipular limites? Como articular todos esses “modais” para que cada um flua, siga o seu caminho, se desloque e chegue, em tempo, seguro e sem estresse ao seu destino? E nem abordamos a qualidade do ar ou a temperatura ambiente, a ocupação do solo ou da energia, a liberdade ou o direito de escolher qual desses meios utilizar.
Ar mais limpo, novas tecnologias e sistemas inovadores, veículos modernos. Nada disso vai surtir efeito se o pensamento de cada cidadão não mudar e estiver focado na mobilidade de todos, no direito de ir e vir, no dever de não obstruir ou poluir, na consciência de que somos, na essência, iguais perante o espaço e o tempo: fisicamente, ocupamos o espaço durante um determinado período de tempo.
É fundamental que sejam incentivados encontros para a discussão deste assunto que tanto influi em nossa qualidade de vida. Se não agirmos juntos e integrados, assim como cada modal, entidade e organização, daremos “braçadas” uns nos outros sem sair do lugar. “Empacados”, como se o nosso espaço fosse uma grande areia movediça e o nosso destino, a inércia total.

Uso de carro cresce 105% em 10 anos
Parte do problema de mobilidade na Grande Florianópolis é consequência da estagnação no número de usuários de transporte coletivo.
A quantidade de passageiros que usa ônibus intermunicipais em Biguaçu, São José, Palhoça e Florianópolis se manteve estável na década, aponta estudo do Deter que analisou o intervalo de 2001 a 2011. No mesmo período, a quantidade de carros e motos nas ruas destas cidades cresceu 105,5%, chegando a 421.148 veículos.
A opção pelos carros ou motos se explica porque nestas cidades o transporte coletivo nunca ganhou planejamento de longo prazo. Os ônibus não contam com corredores exclusivos e disputam espaço com veículos mais ágeis.
As desvantagens poderiam ser amenizadas se houvesse uma estratégia regional de transporte, mas os principais municípios jamais sentaram à mesa para debater o tema e encontrar saídas em conjunto. O que já não é bom fica ainda pior entre janeiro e março. Estudos da Santur mostram cerca de 500 mil pessoas passam nesses meses pela região. Se as complicações com o verão são passageiros, os problemas gerados pela geografia da região não podem ser contornados.

Crescimento populacional fica acima da média do país
Todos os deslocamentos de entrada e saída de Florianópolis exigem travessia em uma das duas pontes que ligam a Ilha ao Continente.
As dificuldades só aumentam porque o crescimento populacional na região supera as médias nacional e estadual. Enquanto o país aumentou 12,3% sua população na última década, o número de moradores de Palhoça, por exemplo, subiu 34,94% e o de São José, 21,14%.
O crescimento econômico também influencia nos problemas de trânsito. As casas e prédios se concentraram em determinados locais e os comércios em outros. As pessoas saem dos mesmos lugares e têm os mesmos destinos.

(DC, 10/05/2013)

Postado pela equipe: Luan Fronza Bonsenhor e Luana Medeiros.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Vamos pensar a longo prazo?

Estudos voltados para a solução dos problemas sociais causados pelo transporte público no Brasil afirmam que as cidades das regiões metropolitanas carecem de eficientes sistemas metroferroviários integrados com outros meios de transporte – única saída para suprir a demanda por transporte de massa.

A pergunta que nos fazemos é: Até quando a solução para o caos no transporte de Florianópolis será a ampliação das estradas e construção de pontes, ao invés de medidas em longo prazo? Afinal, daqui a cinco ou dez anos o problema se repetirá, até que nossos “representantes” encontrem uma solução realmente viável.

Sabemos que a Prefeitura vem buscando uma solução para o problema, com projetos de teleféricos, por exemplo, enquanto as empresas de ônibus investem na compra de modelos maiores e mais eficientes, para que a grande demanda de passageiros seja suprida. Enquanto isso, esperamos ansiosamente a solução deste problema que nos afeta diariamente.


Teleféricos rumo à imobilidade

Artigo de Márcio Ponte – professor, sociólogo e cientista político (DC, 27/04/2013)

No momento em que se busca o melhor modelo para resolver problemas de mobilidade urbana na Grande Florianópolis, é oportuno aprofundar a discussão sobre as possíveis soluções. Uma delas em especial, o teleférico, chama a atenção, uma vez que seu funcionamento pode ser comprometido por diversos fatores.

Durante o Fórum Internacional sobre Mobilidade Urbana, em Florianópolis, o especialista que palestrou sobre a utilização de teleféricos explicou que o sistema é viável em condições de vento de até 120 km/hora – com adaptações robustas. Também informou sobre o uso quando há risco de descargas elétricas. Neste ano, os raios no Rio de Janeiro fizeram com que o teleférico do Complexo do Alemão fosse parado várias vezes.

O modelo não pode ser considerado em transporte de massa, uma vez que só atende a uma pequena parcela dos habitantes da área, servindo mais como atração para turistas. O teleférico do Alemão atende a 11% da população do complexo, bem abaixo dos 70% previstos na inauguração. Isso a um custo de R$ 2 milhões/mês aos cofres do governo do Estado.

Florianópolis garantiu recursos do PAC 2 para a implantação de um teleférico similar ao do Alemão, ligando a UFSC ao Centro, passando pelo Morro da Cruz. Duas empresas manifestaram interesse e em junho devem apresentar propostas. Um dos grupos fala em teleféricos, enquanto o outro prevê um sistema inteligente de transporte, referência na Inglaterra. As duas propostas serão integradas a outros mecanismos de transporte de massa.
É fundamental que os modelos em discussão sejam apresentados à sociedade para evitar que Florianópolis repita os erros do Rio de Janeiro. O transporte público a ser definido precisa atender à comunidade e não ao turista.



Veja Também

Capital ganha página na internet para acompanhar a evolução da mobilidade urbana

A capital catarinense é uma das cidades brasileiras avaliadas na seção Acompanhe a Mobilidade, recém-lançada pelo portal Mobilize Brasil. Na página é possível saber tudo sobre a situação presente dos transportes na cidade e entender como andam os projetos de mobilidade urbana sustentável (BRT, teleféricos, ciclovias e calçadas) previstos para os próximos anos.

A seção é o resultado de um trabalho árduo de meses de garimpo e consolidação de dados que envolveu minha dedicação pessoal e de toda a equipe do Mobilize, na busca de informações dispersas e algumas até controversas”, explica Ricky Ribeiro, criador e diretor do portal.

A seção Acompanhe a Mobilidade foi concebida na forma de gráficos e tabelas, para que as informações estejam acessíveis de forma direta e objetiva. Na página principal o leitor tem acesso a vários indicadores de mobilidade, com comparações entre as cidades brasileiras. São dados como:

- estrutura cicloviária
- metrô
- ônibus acessíveis
- custo da tarifa de ônibus
- calçadas
- rampas para cadeirantes
- arborização
- existência de placas de ruas
- quantidade de viagens motorizadas
- emissão de poluentes por veículos
- mortes no trânsito, e outras informações de cada cidade.

Por enquanto, a seção reúne dados de Manaus, Fortaleza, Natal, Recife, Salvador, Brasília, Goiânia, Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro, Cuiabá, Curitiba e Porto Alegre, além de dados parciais de Campo Grande e Florianópolis.

O portal Mobilize Brasil pretende ampliar gradativamente a abrangência da seção, até atingir as capitais e principais cidades do país.

A ideia, segundo Ricky Ribeiro, é estimular a participação de voluntários em todo o Brasil para gerar um mapa nacional da mobilidade urbana sustentável. “Os números que levantamos, já mostram, por si, que caminhamos para uma situação caótica, e que em breve seremos ilhas isoladas num mar de carros, caminhões e ônibus. Se desejamos reverter este quadro, é necessário que cada cidadão atue para melhorar as condições de circulação de pedestres e estimular os investimentos em transportes coletivos nas cidades”, conclui o diretor do Mobilize.


(Por Mobilize Brasil; http://www.mobilize.org.br/, 10/04/2013)

quinta-feira, 9 de maio de 2013

O desafio da mobilidade urbana sustentável


Com o desenvolvimento cada vez mais acelerado das cidades, fica cada vez mais difícil contar com um transporte de pessoas e cargas eficiente.

No transporte público, as prefeituras, juntamente com os Estados, buscam resolver os problemas com a aquisição de ônibus maiores e campanhas de conscientização da população em buscar este meio de transporte, porém nem todos se mobilizam e muitos ainda saem de casa com seu carro, acarretando em congestionamentos cada vez maiores.

No transporte de cargas o problema não é muito diferente. Atualmente, no Brasil, sofremos com a falta de planejamento dos portos e rodovias, acarretando em desperdício de produtos, gasto de tempo excessivo e ineficiência no transporte de cargas a outros países.

Quando se trata do município de Florianópolis, contamos com o excesso de carros nas ruas e seu uso como principal meio de transporte na cidade, o que está gerando uma crise de circulação na capital. Considerada como uma das cidades com pior mobilidade urbana no Brasil, vários estudos estão sendo feitos para mudar essa perspectiva e solucionar o problema dos frequentes congestionamentos. Para isso, as alternativas mais viáveis ainda são, utilizar o transporte coletivo, por transportar mais pessoas num menor espaço físico ou usar a bicicleta como um meio ágil, saudável, econômico e ecológico de se locomover, principalmente em trechos pequenos.

Congestionamento na Ponte Pedro Ivo Campos
Uma infra-estrutura adequada com bicicletários, ciclovias e ciclofaixas seguras seriam necessárias para mobilizar a população e aumentar o número de ciclistas. Os benefícios são tanto para a saúde, melhorando o condicionamento físico da pessoa, como também para a cidade, já que não polui e evita congestionamentos.

Por melhorar a qualidade de vida das pessoas, este veículo está se tornando cada vez mais popular, tendo vários grupos de ciclistas e defensores do uso da bicicleta. Porém, a bicicleta não consegue atingir maior popularidade por diversos motivos. O risco constante decorrente da falta de segurança para trafegar nas ruas, a inexistência de locais apropriados para deixar a bicicleta e a violência são algumas razões. 
 
Atualmente há uma alteração de discurso na sociedade. Estamos vivendo numa época em que a sustentabilidade está cada vez mais em pauta. Para resolver isso, vários projetos de carros híbridos que poluem muito menos o ar estão sendo feitos, mas ainda é muito caro para os consumidores. Porém, essa solução futuramente pode virar outro problema: com tantos “carros limpos” na cidade, faltará espaço nas ruas para sua utilização.

O uso de transporte público é outra questão que deve ser avaliada pelos motoristas de carro. Se o trajeto for muito longo ou o dia não for favorável para utilizar a bicicleta, pode-se pensar nessa forma de se locomover ao lugar desejado e evitar maiores congestionamentos. Essa mudança de atitudes, mesmo que pequena, precisa ser tomada rapidamente antes que a cidade definitivamente pare.

De acordo com o DETRAN/SC (Departamento Estadual de Trânsito de Santa Catarina), a frota de veículos motorizados em Florianópolis chegou a 302.687 em abril deste ano, cerca de 12 mil a mais do que no mesmo período em 2012. Nota-se que essa frota está aumentando a cada mês na capital. Desse número, apenas 1.907 são ônibus que circulam pela cidade.